
O que me assustava mesmo era o medo de não estar lá quando precisassem de mim. Eu me acreditava uma pessoa consciente e com força de vontade. Com toda a certeza do mundo, eu lutaria até o fim por alguém que eu amasse.
Hoje, minha ausência parece muito palpável. Acho que não sei tanto de mim mesmo quanto imaginava e ainda duvido seriamente dessa "força de vontade".
E tem sido assim a um tempo. Minha última desilusão foi com o retrato que eu pintava de mim mesmo como um cavaleiro de armadura, lutando por alguém amado. A tempo, sinto um calafrio de pieguice quando digo "amor".
Realmente não sei mais se eu insistiria em alguém. Eu gostaria de dizer que se eu quisesse, faria isso. Talvez haja pessoas que levantam muros não pra manter os outros fora, mas pra ver quem se importa o suficiente pra tentar derrubá-los. Mas eu paro em frente a esses muros e penso se vale a pena investir contra eles. Seria fácil decidir, a resposta já vem pronta na minha filosofia: o certo a fazer é o que eu quiser fazer. Seria mais fácil se eu soubesse o que quero. E é essa dúvida que dá espaço pra uma outra pergunta. Se eu disser que não, e abandonar a luta, é mesmo minha escolha? Será que eu não estou sendo covarde? Talvez o que me falta não seja vontade e sim coragem.
Hoje, minha ausência parece muito palpável. Acho que não sei tanto de mim mesmo quanto imaginava e ainda duvido seriamente dessa "força de vontade".
E tem sido assim a um tempo. Minha última desilusão foi com o retrato que eu pintava de mim mesmo como um cavaleiro de armadura, lutando por alguém amado. A tempo, sinto um calafrio de pieguice quando digo "amor".
Realmente não sei mais se eu insistiria em alguém. Eu gostaria de dizer que se eu quisesse, faria isso. Talvez haja pessoas que levantam muros não pra manter os outros fora, mas pra ver quem se importa o suficiente pra tentar derrubá-los. Mas eu paro em frente a esses muros e penso se vale a pena investir contra eles. Seria fácil decidir, a resposta já vem pronta na minha filosofia: o certo a fazer é o que eu quiser fazer. Seria mais fácil se eu soubesse o que quero. E é essa dúvida que dá espaço pra uma outra pergunta. Se eu disser que não, e abandonar a luta, é mesmo minha escolha? Será que eu não estou sendo covarde? Talvez o que me falta não seja vontade e sim coragem.

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