About Me

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Uma corda esticada entre o Lobo e o Filósofo, uma corda por cima do abismo.

Wednesday, 19 May 2010

Where the wild things are


Como se faz mágica? Já descobri que ela não existe por si só, nos simples acontecimentos de todo dia. Mágica é a gente que faz, é um significado especial que inventamos pra transformar os dias comuns em momentos extraordinários.

Agora eu queria descobrir é como eu invento um mundo incrível pra dar de presente, como eu posso ser mais que eu e entregar um lugar que seja de fato emocionante? Mais que isso, ainda vou descobrir como te levar onde você nunca foi e ir tão longe quanto ninguém nunca chegou.

Monday, 17 May 2010

onze-onze




Isso é uma profecia auto-cumprida, sempre vou pensar em você quando olhar o relógio e vir esses números piscando.

Nessa hora, penso em pessoas muito importantes. Mais de uma agora.

Thursday, 13 May 2010

Nuvens apagadas

E apertando um botão eu digo adeus a mais um pedaço da minha vida que ficou pra trás. Pra quê ficar guardando registros de coisas tão marcantes? Guardar essas palavras escritas seria aceitar a possibilidade de um dia esquecer o que senti. E não há necessidade de monumentos partidos se a minha saudade nunca passa.

Sunday, 9 May 2010

Feliz ano-novo

Não conta pra ninguém, mas eu nem bebo, ok? De qualquer forma, essa lua me deixa com o coração na mão. Tipo uma melancolia que aperta o peito e que eu achei que ia passar quando eu tivesse tudo que minha vontade pedia. Só que a tristeza não passa, essa é a condição humana. Sofremos por desejo ou tédio, não dá pra escapar. E o meu desejo agora é derrubar as certezas, a rotina, o arroz-com-feijão, e ser alguém pra se lembrar.

Deve fazer uns dois meses desde que criei este blog e se posso arranjar uma desculpa pra nunca ter escrito nada, é que eu queria escrever algo que valesse a pena. Não que valesse a pena ler, e sim algo que fosse digno de guardar. A primeira vez e o primeiro post: Têm que ser algo que possa ficar na memória pra sempre.

Talvez um dia eu mude de ideia e apague tudo. Só gostaria que o primeiro post fosse bom o suficiente pra sobreviver a esse abandono. Penso nisso porque sei que é algo que eu faço, eu apago. Pode me chamar de covarde, mas não gosto mesmo de lidar com conflitos. Se eu mudo e o meu mundo entra em choque o meu jeito é queimar todas as fotos e desaparecer. Não me importo muito com isso, só quero mesmo que alguns momentos fiquem e o primeiro é um deles.

Mas até isso pode mudar, seria bom ser mais combativo, né? Considerei isso bem ontem. Afinal, essa época é pra crescer, é pra me inquietar e fugir desse confortável torpor. I've become comfortably numb. E isso porque nesse verão que não acaba eu consegui tudo. Se antes me tragava a angústia, agora me bate à porta o tédio, ceifeiro da juventude. Meu remédio há de ser a inquietação.

Antes de homem, serei dinamite. Aqui explodo o que era sólido, pra construir o novo. E do topo do mundo, lanço meu grito primordial.