About Me

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Uma corda esticada entre o Lobo e o Filósofo, uma corda por cima do abismo.

Monday, 20 December 2010

Ela e o Teatro


Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto...

[...]

Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...


[...]

Vamos lá, tudo bem!

Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...

[...]

Quando me vi
Tendo de viver
Comigo apenas
E com o mundo
Você me veio
Como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito...


Monday, 6 December 2010

O que eu quiser

Gostar, agora, precisa ser tranquilo. Tranquilo e intenso. Não quero mais essa tempestade que é só energia dissipada. Mas também estou cansado de calmaria. Hoje eu quero é abraçá-la, dar todo o carinho do mundo e sentir o corpo dela colado ao meu. E depois, quero olhá-la nos olhos e entender que eu posso me levantar e desaparecer.

Mas que eu não vou fazer isso. Porque eu não quero.

Monday, 22 November 2010

Dodging

Esquecer não é algo que acontece de uma vez. É uma névoa que vai cobrindo o que já passou. As imagens que você tem na cabeça vão esmaecendo até ficar tudo branco. Começa pelos rostos. Igual a um sonho que vai sumindo quando se acorda, o rosto de quem se vai é o primeiro a sumir.

Pouco a pouco, ela retira sua coroa, e o calor dos dias, e o som das palavras, e o sabor dos beijos vão virando só sensaçõs, sem momentos. E a cada dia eu morro. Mas não sou eu quem morre, é aquele que ainda lembra dela.

Sunday, 21 November 2010

Acaso


No meio de 888.342 pessoas, eu vejo os dois únicos rostos que me fazem sentir alguma coisa.

Thursday, 28 October 2010

Contra tudo

Queria estar lá pra enfrentar o mundo junto. Quando ela estivesse insegura, confusa ou assusta, queria que ela me abraçasse e eu pudesse só dizer "vai ficar tudo bem".

Mas agora estamos sós, cada um por si. O trem partiu levando ela contra a vida. É culpa minha sentir saudades às vezes? Eu me permito, só de vez em quando eu sinto, e sinto muito.

Boa sorte

Monday, 25 October 2010

Life & Death of Roy Batty


"I've seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser gate. All those moments will be lost in time... like tears in rain... Time to die."

Friday, 1 October 2010

Her heart can't lie

Dá uma sensação boa gostar de alguém. Pelo menos o gostar desse jeito, sem esperar nada, sem promessas, sem futuro pra assombrar. Sem medo, enfim. É um calor morno de sol se pondo, uma preguiça confortável de cinco da tarde.

Sem nada à vista, sem conselho além da minha indecisão, devo gostar de ser assim perdido. Talvez seja mais fácil lidar com a vida quando você já parte do princípio de que não entende nem vai entender nada.

E de qualquer jeito ela tá lá, e eu não entendo. Mas o coração dela não mente, nunca vai mentir. Ninguém sabe o que ela quer, nem ela. Por isso ninguém vai segurá-la. E o mundo vai fazê-la chorar e depois ela vai rir e vai gostar de alguém e vai se cansar de alguém. Mas quem poderia dar um nome pra ela, ela que é arisca? Ela vai passar por você, a menos que você seja esse sem-nome por quem as meninas se apaixonam. O coração dela não mente. E é assim, conhecendo só os pedacinhos que ela mostra que alguém gosta dela.

É mais simples ainda quando não tem nada pra entender. O que me diz? Talvez seja uma paixãozinha, feito gripe leve que passa, essa vontade de te ver. Mas acho que só te quero bem. E assim tá bom.

Monday, 20 September 2010

São os dias de sol

Triste é pensar nas coisas que foram e não voltam mais. O presente, ele mesmo, não machuca tanto quando se pensa que fazemos o que devemos fazer. Já o passado, esse sim assombra, tortura-nos com a lembrança das promessas que não se cumpriram e das coisas belas que já não existem.

Mas dói mais o futuro do pretérito, a vida como ela poderia ter sido, as alegria que viria a felicidade que, enfim, encontraríamos.

E assim a gente se perde, caçando um passado que se foi, esperando por um futuro que não vem e vivendo o presente do jeito que dá.

Tuesday, 14 September 2010

The L word

A lembrança mais forte que eu vou levar daqui são os gaviões carcará e os urubus voando entre os prédios, planando ao sol com as asas de pontas brancas. eles passam realmente muito perto da minha janela. Mais longe eu vejo a esplanada, o museu, os carros que passam, a vida que passa. Não nasci mesmo pra isso. Não dá pra ficar aqui dentro, na frente de um computador enquanto a vida acontece lá fora. E se for tarde demais pra viver? Será que um dia fica tarde demais pra ser livre? Eu tenho medo de descobrir.

Não to reclamando, a vida é muito boa. É só uma mania que eu tenho de querer sempre um pouco mais.

Thursday, 26 August 2010

Minha guerra e as flores do cactus

Não sou um Super-Homem, um Hércules nem um cavaleiro de armadura prateada. Sou só mais um garoto perdido, tentando achar um pouco de tranquilidade. Só um cara bobo que oferece o pescoço ao machado, não tanto por coragem, mas por cansaço da covardia.

Minha força falha, minha carne se rasga e meu espírito pode, em fim, quebrar. Mesmo assim coloco meu coração em risco, aposto tudo no jogo que é gostar dela. Mais que um herói grego, sou um Dom Quixote mambembe, correndo insanamente atrás de ideais que ninguém mais liga e lutando contra dragões imaginários que ninguém mais vê. Não tenho nada de incrível ou especial, ok?

Pelo contrário, sempre penso: o que eu posso, afinal, oferecer? Só ando por aí, procurando um punhado de paz e alguma felicidade, querendo sentir o que vier, dor ou alegria. É o único presente que eu posso dar. A vontade de me matar a cada dia, pra viver um pouco mais com ela.

Tuesday, 22 June 2010

Quem sabe um dia eu escrevo uma canção pra você


"Amar ideal e tragicamente, meu amigo, isso você já sabe fazer muito bem, sem dúvida alguma! Mas agora vai aprender a amar à vulgar maneira humana."
Hermínia


O quão velho é preciso ser pra falar de sentimento, coração e todas essas coisas? De repente, tudo que eu achava que me fazia feliz evaporou, mas eu continuo bem. Tudo que eu achava que era parte de mim sumiu com uma brisa que mal deu pra sentir. Mas sei lá, continuo feliz.
Agora, vou aproveitar os dias, crescer um pouco mais. Quem sabe um dia eu a abraço mais uma vez. Um outro dia eu ligo, a gente toma um café.

Monday, 7 June 2010

horizonte próximo

Meu mundo é pequeno. Está crescendo, mas ainda é pequeno demais pra você. Eu gostaria que você tivesse paciência pra eu te entregar meu novo mundo quando ele não tiver mais limites. Mas não posso te pedir isso.

Eu estou tentando crescer, me esforçando. Faço isso porque você é importante pra mim. Penso em você sempre. Meu sonho, hoje, é fazer a diferença pra você. Mas essa noite eu tive um pesadelo.
"Os beijos se tornaram uma obrigação"

Poucas palavras carregam tanta tristeza quanto essas. Vou fazer tudo que eu puder pra evitar ver seus olhos opacos e a voz indiferente me dizendo essa frase, como no pesadelo. E quando você brilhar de novo, vai ver que posso tocar seus sentimentos.

Wednesday, 19 May 2010

Where the wild things are


Como se faz mágica? Já descobri que ela não existe por si só, nos simples acontecimentos de todo dia. Mágica é a gente que faz, é um significado especial que inventamos pra transformar os dias comuns em momentos extraordinários.

Agora eu queria descobrir é como eu invento um mundo incrível pra dar de presente, como eu posso ser mais que eu e entregar um lugar que seja de fato emocionante? Mais que isso, ainda vou descobrir como te levar onde você nunca foi e ir tão longe quanto ninguém nunca chegou.

Monday, 17 May 2010

onze-onze




Isso é uma profecia auto-cumprida, sempre vou pensar em você quando olhar o relógio e vir esses números piscando.

Nessa hora, penso em pessoas muito importantes. Mais de uma agora.

Thursday, 13 May 2010

Nuvens apagadas

E apertando um botão eu digo adeus a mais um pedaço da minha vida que ficou pra trás. Pra quê ficar guardando registros de coisas tão marcantes? Guardar essas palavras escritas seria aceitar a possibilidade de um dia esquecer o que senti. E não há necessidade de monumentos partidos se a minha saudade nunca passa.

Sunday, 9 May 2010

Feliz ano-novo

Não conta pra ninguém, mas eu nem bebo, ok? De qualquer forma, essa lua me deixa com o coração na mão. Tipo uma melancolia que aperta o peito e que eu achei que ia passar quando eu tivesse tudo que minha vontade pedia. Só que a tristeza não passa, essa é a condição humana. Sofremos por desejo ou tédio, não dá pra escapar. E o meu desejo agora é derrubar as certezas, a rotina, o arroz-com-feijão, e ser alguém pra se lembrar.

Deve fazer uns dois meses desde que criei este blog e se posso arranjar uma desculpa pra nunca ter escrito nada, é que eu queria escrever algo que valesse a pena. Não que valesse a pena ler, e sim algo que fosse digno de guardar. A primeira vez e o primeiro post: Têm que ser algo que possa ficar na memória pra sempre.

Talvez um dia eu mude de ideia e apague tudo. Só gostaria que o primeiro post fosse bom o suficiente pra sobreviver a esse abandono. Penso nisso porque sei que é algo que eu faço, eu apago. Pode me chamar de covarde, mas não gosto mesmo de lidar com conflitos. Se eu mudo e o meu mundo entra em choque o meu jeito é queimar todas as fotos e desaparecer. Não me importo muito com isso, só quero mesmo que alguns momentos fiquem e o primeiro é um deles.

Mas até isso pode mudar, seria bom ser mais combativo, né? Considerei isso bem ontem. Afinal, essa época é pra crescer, é pra me inquietar e fugir desse confortável torpor. I've become comfortably numb. E isso porque nesse verão que não acaba eu consegui tudo. Se antes me tragava a angústia, agora me bate à porta o tédio, ceifeiro da juventude. Meu remédio há de ser a inquietação.

Antes de homem, serei dinamite. Aqui explodo o que era sólido, pra construir o novo. E do topo do mundo, lanço meu grito primordial.